quarta-feira, 11 de março de 2009

Desilusões

Mascaras caindo, desilusões, decepções, desencantos...

Tudo isso se delineia em nossas vidas de uma forma tão constante que nem da para acreditar.

Pensamos que certas coisas só acontecem com os outros e de repente somos o alvo, a próxima vítima.

Tudo tão certinho, tão bonitinho, planejadinho. Estamos apaixonadas, fazemos planos, acreditamos.

Nossa vida é um palco... a peça um sonho chamado amor.

Pensamos ser a protagonista, mas quando abre-se a cortina e não nos reconhecemos mais no cenário ficamos sem saber qual o nosso verdadeiro papel.

Que coisa de louco!!!

Só vivendo para saber o que é ser um fantoche!

Somos brinquedos, nada mais que isso?

E nossos sentimentos não contam?

Permitimos isso? Não. Ou de certa forma sim, vai saber.

Mas ninguém nos perguntou se queríamos brincar de teatro.

Ninguém nos perguntou se permitiríamos ser usadas como fantoches.

Ninguém nos pediu permissão para entrar e virar nossas vidas de ponta cabeça e depois simplesmente nos descartar como se descarta um boneco de papel.

Poderíamos ter sido mais espertas, sentir melhor o que estávamos recebendo, ler melhor o texto, entender o que queriam de nós, se nos encaixávamos no papel ou não.

Mas fomos aceitando e assumindo o papel porque acreditávamos estar sendo amadas e valorizadas.

Faltou discernimento? Com certeza.

A mulher quando se apaixona perde o chão, o teto, a cabeça, todos os sentidos. Só tem olhos, cabeça, coração, corpo e membros para o seu amado.

Passa a viver a vida dele e não mais a dela.

Confia, se entrega totalmente. E ai já viu neh? ...

Mas não adianta chorar, se condenar, se cobrar. Amamos e fomos verdadeiras.

Nos doamos, vivemos intensamente esse amor, sem medo, sem questionamento, porque somos mulheres.

E como mulheres amamos o quanto achamos que devemos amar. Esse é o nosso jeito de ser.

Somos honestas, verdadeiras.

Sendo santas ou pecadoras, quando amamos não traímos nem a nós mesmas.

Quando amamos não somos simplesmente atrizes num palco chamado safadeza, mal caratismo.

Somos verdadeiras no amor e no respeito que temos com nossos sentimentos e com aqueles a quem amamos.

Pagamos o preço que tiver que pagar porque somos, e seremos sempre mulheres, em todos os sentidos, e é que isso nos faz melhores no palco da vida...

2 comentários:

sandra botelho disse...

Concordo com vc anja,
Se nos entregamos com todo nosso ser a um gde amor, mesmo que depois caia sobre nós a dor do arrependimento de termos nos entregado a alguem que não valorizou nosso amor, sempre devemos nos levantar e ter a certeza e o orgulho que ao contrario daquele a quem nos entregamos fomos sinceras e plenas e principalmente, não enganamos , não mentimos, não usamos ninguem.E talvez seja isso que faz de nós pessoas melhores.

Uma Anja... disse...

Obrigada Sandra pelo comentário. Seja sempre bem vinda nesse meu modesto espaço e sinta-se a vontade para tb expor aqui teus pensamentos.

bjus